Tem uma ideia de negócio? O microcrédito pode financiá-la

Destinado a desempregados ou pequenos empresários, o microcrédito oferece condições mais favoráveis no que respeita aos juros, prazos de reembolso e garantias associadas.
 
Um mês chegou para que Fátima Garcia obtivesse a aprovação e o consequente financiamento do seu projecto de negócio. O microcrédito foi a via seguida, numa altura em que o crédito tradicional junto das instituições financeiras é cada vez mais caro e difícil.

Este tipo de financiamento de valor reduzido destina-se, sobretudo, a pessoas que pretendam desenvolver uma actividade económica mas estejam em situação de desemprego ou sejam pequenos empresários.

São vários os bancos que concedem financiamento nestes moldes, alguns através da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC), do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ou da Santa Casa da Misericórdia. Outras instituições apresentam produtos autónomos de microcrédito.

A ANDC é um bom ponto de partida. A associação, sem fins lucrativos, apoia quem não têm acesso ao crédito bancário. Desde 1999, foram já concretizados 1.621 projectos, dos quais 27 são já relativos a este ano. A ANDC tem protocolo com três bancos: a CGD, o BCP e o BES. O IEFP é também um dos seus parceiros e financiador da associação.

A ANDC financia um máximo de 10 mil euros, podendo haver lugar a um aumento de 2.500 euros, após um ano e mediante uma reavaliação do projecto. O prazo máximo do financiamento é de quatro anos. Já o BES financia entre 250 e 12.500 euros, de três a 48 meses, para fundo de maneio ou aquisição de pequenos equipamentos.

As taxas aplicadas neste tipo de financiamento dependem da instituição financeira em causa. Na ANDC, à Euribor a três meses é acrescido um “spread” de 2% a 3%, explicou ao Negócios Edgar Costa, gestor operacional. Mas há quem ofereça uma taxa equivalente à Euribor a três meses à qual é somada um “spread” de 6%, como é o caso do BES. O microcrédito pode ainda ter carência de capital ou a bonificação dos juros, como forma de apoio.

Uma condição essencial para conseguir obter um financiamento é não ter incidentes bancários prévios.

O processo começa com a elaboração de um projecto de negócio. Depois é apresentada uma candidatura, que é avaliada pelas instituições em causa, nomeadamente quanto à viabilidade económica do projecto. Entre as vantagens do financiamento nestes moldes está também o acompanhamento que é feito por parte de gestores das instituições, durante o período de amortização.

Em 2011, a ANDC avaliou e aprovou cerca de 200 projectos. “Este ano, esperamos crescer, no mínimo, 20%”, estima Edgar Costa. Fonte oficial do BES explica que “o aumento do desemprego e a diminuição de alguns subsídios tem levado as pessoas a procurarem mais por soluções de criação do seu próprio posto de trabalho. Nesse âmbito, o microcrédito é um apoio bastante adequado, uma vez que tem condições mais favoráveis do que outras formas de financiamento, no que diz respeito a montantes, taxas de juro, prazo de reembolso, garantias associadas, e critérios de apreciação do crédito diferentes do crédito normal de mercado”.

O QUE FAZER PARA SE CANDIDATAR AO MICROCRÉDITO? Apresente um projecto de negócio “robusto”

Antes de preencher a ficha de candidatura ao microcrédito, faça uma análise cuidada ao projecto que vai apresentar. Realize estudos detalhados que lhe permitam estar seguro da viabilidade do negócio.

Pesquise todas as alternativas disponíveis

Informe-se de todas as entidades que disponibilizam microcrédito, seja autonomamente, seja através de protocolos com a ANDC ou o IEFP. Avalie as opções que apresentam as características mais atractivas e que melhor se adequam aos seus objectivos.

 
Fonte: Negócios em 30/03/2012

1 Comentários

  1. Maria

    Gostaria de saber se o Apoio Financeiro a Jovens para a criação do próprio emprego é a Fundo Perdido, ou seja se esse valor do Apoio terá que ser dado/ reembolsado ao banco.

Deixe o seu comentário

 

TV ONLINE