Portugal vai receber 2,5 mil milhões de Bruxelas para fomentar emprego e inclusão social

A Comissão Europeia aprovou o plano de inclusão social e emprego apresentado por Portugal. Assim, serão libertados 2,5 mil milhões de euros entre 2014 e 2020. A “Iniciativa para o Emprego dos Jovens será objecto de atenção especial”.
 

“A Comissão Europeia adoptou o programa operacional português ‘inclusão social e emprego’ para a execução do Fundo Social Europeu (FSE) e da Iniciativa para o Emprego dos Jovens (IEJ) para o período de 2014-2020″, revela Bruxelas esta quarta-feira, 10 de Dezembro.

 

O objectivo é melhorar a inclusão social e criar “mais e melhores postos de trabalho”. Para tal, Portugal vai receber 2,478 mil milhões de euros. Deste total 2,130 mil milhões saem do orçamento da União Europeia, adianta a mesma fonte.

 

“O programa visa responder aos grandes desafios económicos e sociais e contribuir para as reformas estruturais em curso. Metade do seu orçamento será dirigida à promoção da inclusão social e à luta contra a pobreza e a discriminação”, explica a Comissão.

 

O comunicado publicado esta quarta-feira explica também onde vão incidir os investimentos, bem como que “a Iniciativa para o Emprego dos Jovens será objecto de atenção especial para aumentar a visibilidade e garantir uma maior focalização e resiliência nos esforços destinados aos jovens à procura de emprego.”

 

Onde vão incidir os investimentos:

> Melhoraria do acesso ao emprego e apoio à mobilidade dos trabalhadores. Espera-se que mais de 950 mil novas competências e qualificações sejam adquiridas pelos candidatos a emprego e os desempregados de longa duração.

 

  • > Implementação da Garantia para a Juventude através da Iniciativa para o Emprego dos Jovens. Cerca de 44 mil jovens receberão apoio para os ajudar a encontrar emprego ou estágios profissionais.

 

  • > Promoção da igualdade entre homens e mulheres, apoiar a adaptação de trabalhadores e empresas à mudança e à modernização do trabalho. Cerca de 30 mil pessoas a trabalhar na economia social poderão beneficiar de medidas de reforço das capacidades, tais como a formação, a fim de tornar o sector mais moderno e profissional.

 

  • > Aplicação de medidas de inclusão activa, promoção da igualdade de oportunidades e melhorar o acesso a serviços para os grupos desfavorecidos. Cerca de 40 mil pessoas com deficiência receberão formação profissional para aceder a oportunidades de trabalho adequadas, e o ‘Programa Escolhas’ em curso nas escolas dará apoio a 46 mil crianças e jovens provenientes de meios desfavorecidos.

 

Fonte: Negócios em 10/12/2014

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