Governo fixa preço de venda das acções dos CTT entre 4,10 e 5,52 euros

Acções dos Correios de Portugal serão alienadas por um preço compreendido no intervalo entre 4,1 e 5,52 euros, o que faz oscilar o encaixe potencial para o Estado entre 430 e 579,6 milhões de euros. Para os pequenos accionistas fica destinada uma tranche de 20% da oferta.
 

O Governo anunciou esta segunda-feira, num comunicado publicado no seu site, o intervalo de preços da oferta pública de venda (OPV) de 70% do capital dos CTT, que ficou fixado entre 4,1 e 5,52 euros.

 

Tendo em conta estes valores, a empresa que deverá entrar em bolsa no mês de Dezembro fica avaliada entre 615 e 828 milhões de euros. O ponto médio do intervalo fica nos 721 milhões de euros, acima dos 600 milhões de euros referidos inicialmente quando o processo de privatização foi decidido pelo Executivo.

 

Dado que o Estado pretende alienar 70% do capital dos CTT, o encaixe com esta privatização ficará compreendido entre 430 e 579,6 milhões de euros. Assumindo o ponto médio do intervalo fixado pelo Governo e que as acções serão vendidas todas ao mesmo preço, o Estado encaixará 505 milhões de euros, em linha com o valor noticiado esta manhã pelo Negócios.

 

De acordo com um comunicado publicado no site do Governo, “o preço unitário das acções a alienar através de oferta pública de venda (OPV) não pode ser inferior a 4,10 euros nem superior a 5,52 euros, e que o preço unitário das acções a alienar no âmbito da venda directa institucional não pode ser inferior ao preço unitário das acções a alienar no âmbito da OPV”.

 

14% do capital para pequenos investidores

O capital dos CTT é composto por 150 milhões de acções, sendo que 105 milhões, ou 70% do total, serão alienadas nesta privatização.

De acordo com a decisão tomada em Conselho de Ministros, 21 milhões de acções serão alienadas através de OPV, que representam 20% da oferta, ou 14% do capital. Destas, 5,25 milhões de acções (5% da oferta ou 3,5% do capital) estão reservadas aos trabalhadores dos CTT.

 

Ou seja, para os pequenos investidores (público em geral) estão destinadas 15,75 milhões de acções, que representam 15% da oferta e 10,5% do capital. As restantes 80 milhões de acções, que equivalem a 80% da oferta e 56% do capital, serão alienadas através de venda directa, destinada a investidores institucionais.

 

Não foi ainda publicada em Diário da República, nem divulgada pela CMVM, a resolução do Conselho de Ministros que aprova as condições da oferta. As datas finais da operação também não são ainda conhecidas, mas a operação deverá finalizar em Dezembro.

 

(notícia actualizada às 17h25 com mais informação) 

Fonte: Negócios em 18/11/2013

 

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