Portugal Telecom e Oi já comunicaram fusão

As operadoras de telecomunicações Portugal Telecom e Oi (Brasil) assinaram hoje um acordo de intenções para a fusão das duas empresas, e das holdings da operadora brasileira, constituindo uma entidade única liderada por Zeinal Bava.

“A PT, a Oi, a AG Telecom Participações , a LF Tel e respectivas holdings assinaram a esta data um acordo de intenções o qual define os princípios essenciais para uma proposta de fusão”, refere um comunicado hoje divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A nova empresa, CorpCo, só avançará depois de a fusão ser aprovada por todos os accionistas das operadoras portuguesa e brasileiras, além de um aumento de capital na ordem dos 2,3 a 2,7 mil milhões de euros e à aprovação das entidades de regulação. A transacção, refere o documento, está prevista para o primeiro semestre do próximo ano.

As empresas explicam que a fusão surge na sequência da aliança estabelecida em 2010, ano em que a PT entrou na Oi, após a venda da participação que o grupo português detinha na brasileira Vivo à operadora espanhola Telefónica, por 7,5 mil milhões de euros.

A participação na Oi permitiu à PT permanecer no mercado brasileiro, uma das suas grandes apostas. A PT tem uma participação de 23,6% na Oi e a Oi tem 10% da PT.

O presidente executivo da nova empresa será Zeinal Bava, actual presidente da PT.

O Conselho de Administração para o primeiro mandato de três anos será composto por Alexandre Jereissati Legey, Amilcar Morais Pires, Fernando Magalhães Portella, Fernando Marques dos Santos, Henrique Manuel Fusco Granadeiro, José Maria Ricciardi, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha, Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcellos, Rafael Luís Mora Funes, Renato Torres de Faria e Sergio Franklin Quintella.

José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha e Henrique Manuel Fusco Granadeiro assumirão, respectivamente, o cargo de Presidente e de Vice-Presidente do Conselho da empresa.

Uma fusão entre a PT e a Oi irá resultar na criação de um operador de telecomunicações “líder”, que cobrirá uma área geográfica com cerca de 260 milhões de habitantes e cerca de cem milhões de clientes.

Além disso, “antecipa-se que a Combinação de Negócios irá gerar sinergias no valor actual líquido estimado de 1,8 mil milhões de euros”.

Para a concretização da fusão, a Oi “propõe a realização de um aumento de capital em dinheiro e em bens, com um mínimo de 7 mil milhões de reais (2,3 mil milhões de euros), com o objectivo de melhorar a flexibilidade do balanço da CorpCo”.

Com a fusão concluída, os accionistas da PT deverão ficar com 38,1% do capital da CorpCo, uma participação minoritária, e terão direito de voto.

As acções da CorpCo, depois de concluída a operação, serão negociadas nas bolsas de Lisboa, São Paulo e Nova Iorque.

O comunicado de hoje refere que, “com base nas cotações médias ponderadas pelo volume das acções da PT e da Oi nos 30 dias anteriores ao anúncio, uma acção ordinária da Oi será trocada por 1 acção da CorpCo, uma acção preferencial da Oi será trocada por 0,9211 acções da CorpCo, e uma acção da PT será trocada por um número de acções da CorpCo equivalente a 2,2911 euros (a emitir ao mesmo preço do aumento)”.

Além da aprovação dos accionistas, a fusão e o aumento de capital ficarão também sujeitos à autorização das entidades de regulação portuguesas e brasileiras.

Fonte: Lusa/SOL em 02/10/2013

Deixe o seu comentário

 

TV ONLINE