Crédito concedido às PME caiu 14% em dois anos

Governo aposta no discurso optimista mas, do lado das empresas, as dificuldades no acesso ao crédito ainda são vincadas.

O presidente da Confederação da Indústria, António Saraiva, mostra-se menos optimista do que o Governo quanto aos sinais de recuperação da economia e afirma à Renascença que, entre Abril de 2011 e Julho de 2013, o crédito concedido às pequenas e médias empresas (PME) caiu cerca de 14%.

“Um dos principais constrangimentos das empresas continua a ser o acesso ao crédito e o custo desse mesmo crédito. Compreendemos as razões que a banca evoca, mas o que é facto é que a percepção de risco por parte da banca aumentou bastante e alguns investimentos que podiam avançar não têm avançado por essa razão”, sustenta.

O discurso do Governo, sobretudo do vice-primeiro ministro, Paulo Portas, e do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, é de optimismo, face aos mais recentes dados sobre o crescimento económico.

Na opinião de António Saraiva, seria importante que o apregoado Banco de Fomento saísse do papel.

“É uma boa intenção por parte do Governo, ao tempo do ministro Álvaro Santos Pereira. Com a mudança para António Pires de Lima, o nome ministro está a avaliar todos os projectos, admito que vá avançar com ele, mas ainda não saiu do papel o Banco de Fomento”, refere.

A Renascença foi ao encontro de exemplos da dificuldade no acesso ao crédito e encontrou um caso de sucesso empresarial. Reportagem para ouvir em áudio (não disponível nos dispositivos móveis).

 
Fonte: Renascença em 26/09/2013

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