SUBSÍDIO DE DESEMPREGO PARA EMPRESÁRIOS, ADMINISTRADORES E GERENTES

O subsídio de desemprego para empresários está aprovado. Este novo apoio social chegará, previsivelmente, em 2015 para 257 mil empresários.

Os empresários vão ter direito a subsídio de desemprego. Este apoio social entrará em vigor em 2013, mas só será atríbuido após 2 anos de descontos para a Segurança Social (condição necessária ao abrigo deste novo regime de protecção social para usufruirem do subsídio de desemprego). Em termos práticos os empresários só poderão requerer o subsídio de desemprego em 2015.

O subsídio de desemprego que será criado em Janeiro de 2013 para empresários em nome individual, administradores e gerentes implica aumento de descontos para a Segurança Social.

Os contornos exactos deste novo apoio social de desemprego está a ser finalizado, mas de acordo com o Orçamento do Estado para 2013 a taxa contributiva vai subir de 29,6% para 34,75%, para este grupo de pessoas. O OE 2013 para administradores e gerentes sobe e altera a repartição ds TSU entre empregador (aumenta de 20,3% para 23,75%) e trabalhador (sobe de 9,3% para 11%).

Estes novos apoios sociais para os orgãos sociais constituiem uma nova protecção, no fundo vai ser criado um novo subsídio de desemprego.

Novembro/2012

5 Comentários

  1. teresa lacerda

    Istoa vai resolver o problema de gerentes e admnistradores no desemprego no futuro…
    Entretanto quem foi gerente e se encontra desempregado, tendo pago os devidos descontos e impostos da empresa aonde foi gerente nao conta para nada neste pais. Mesmo quem tenha 36 anos de descontos sendo apenas os ultimos seis como gerente.
    Estes nao contam para nada – nao recebem subsidio – nao podem pre reformar-se porque como nao recebem subsidio desemp. nao se encaixam na legislaçao em vigor das pre reformas de desempregados de longa duraçãoi.Como subrivem nao interessa. Sinto uma revolta muito grande nao ter emigrado para outro pais no 25 de Abril..

  2. Maria Manuela Pinto

    É  tudo muito bonito no papel, mas na pratica o que é que se vai fazer enquanto se espera pelo subsidio, sim porque se vamos para o desemprego é porque não temos outra hipotese , durante esse tempo fazemos o quê ? esperamos ! Temos é que sobreviver.

  3. Jose Santos

    Injustiça social
    Provavelmente eu sou mais um entre muitos por aí espalhados, neste nosso país que eu amo.
    Desde 1968 até 2010 (42 anos) fiz descontos para a segurança social como trabalhador por conta de outrem, e felizmente para mim nunca estive doente nem de baixa, pelo que nunca precisei de qualquer apoio da segurança social.
    Em 2004 desempreguei-me e tornei-me sócio gerente de uma empresa onde estive até 2010, continuando a fazer os respetivos descontos para a segurança social.
    Em 2010 por motivos inerentes á crise instalada no País, entrei num processo de insolvência, tendo em consequência, ficado sem qualquer tipo de rendimento ou de meios para sobreviver.
    Fiquei sem casa, sem carro, sem dinheiro ou outro qualquer bem que permitisse a minha sustentabilidade.
    Acontece que já tenho 57 anos, e, assim sendo, sou velho de mais para trabalhar, porque não consigo arranjar emprego, mas o nosso sistema diz que sou ainda muito novo para me reformar.
    Onde está a coerência?
    Como sou, ou melhor fui empresário, não tenho direito a fundo de desemprego, (mas era obrigado a fazer descontos como todo e qualquer normal trabalhador).
    Onde está a justiça social?
    Pedi á segurança social qualquer outro tipo de apoio para eu poder sobreviver, mas como na segurança social ainda consta como eu sendo empresário, e como tal na óptica de alguém, sendo empresário é sinónimo de riqueza, não sendo assim filho de Deus, o máximo do apoio que poderia usufruir, seriam 89,00 € e condicionado a aprovação – Dá para rir!
    Gostaria de perguntar a quem decide por nós neste país, se conseguiria viver com 89 € por mês, pagando renda de casa, água, luz alimentação e ainda ter obrigação de contribuir com o apoio a um filho de 2 anos.
    Onde está a justiça social?
    Felizmente tenho família e amigos, senão, o melhor seria desaparecer deste mundo, ou então de um País onde a justiça social é só para alguns.
    Sinto-me triste e revoltado por esta injustiça, mas o que mais me entristece, é saber que infelizmente há muitos gerentes também filhos de boa gente, que estão aí na mesma situação em que eu me encontro.
    Faça-se justiça!
    Os empresários, os trabalhadores a recibos verdes também são gente, não são escumalha.

  4. Maria Manuela Pinto

    Só encontro uma palavra para este tipo de situação , para os empresários e os restantes trabalhadores que se encontrem nesta situação como eu, o governo quer que HIBERNEMOS durante 3 anos, para usufruir do subsidio para o qual descontamos,e não temos certeza de o vir a receber.

    • m.ribeiro

      Concordo plenamente com seu comentário. Desconto á 40 anos para a Segurança Social, administro uma empresa que está a dar prejuízo faz 5 anos, fazendo com que todos os meses coloque dinheiro nela das poupanças de anos de trabalho, não  posso dar insolvência da mesma, visto que tenho que esperar até 2015 para ter direito a subsidio de desemprego!
      Este é o País que temos, os políticos que temos e o sistema constituído. Restou-me, para sobreviver, imigrar para outro País, produzir aí alguma riqueza para minha sustentabilidade familiar!
      Tenho orgulho de ser Português, da nossa história, mas nojo total da classe que nos domina desde o 25 de Abril.

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