Governo vai manter duração do subsídio de desemprego

FMI entende que é possível fazer mais na duração do subsídio de desemprego, que já sofreu alterações este ano. Mas o Governo não vai mexer neste ponto.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) entende que é possível ir mais longe na duração do subsídio de desemprego, mas o Diário Económico sabe que esta não é uma intenção do Governo.

No relatório da quinta avaliação do memorando de entendimento, o FMI diz que já foram tomadas medidas para resolver distorções nomeadamente ao nível do “mais generoso sistema de subsídio de desemprego da Europa, em termos de taxa de substituição mas sobretudo no que diz respeito à duração”. E embora recorde que a duração do subsídio de desemprego, de “notável generosidade”, já foi reduzida, insiste que esta “é uma área onde é possível fazer mais”.

O documento acrescenta que o sistema continua “complicado”, uma vez que conta com uma série de ligações à idade deixando “certos trabalhadores com o direito a receber prestações de desemprego até 26 meses”. Antes, o tecto máximo ultrapassava três anos. Ainda assim, o memorando previa um tecto mais baixo, de 18 meses, que por não ter sido cumprido já mereceu críticas da Comissão Europeia.

Além disto, o Governo também protegeu os direitos daqueles que trabalhavam a 31 de Março. Por exemplo, um trabalhador que, nessa altura, tivesse mais de 45 anos de idade e seis de descontos, ainda tem direito a mais de três anos de subsídio na primeira perda de emprego.

Fonte: Económico em 26/10/2012

Deixe o seu comentário

 

TV ONLINE